Apoio político e boa gestão são bem-vindos. Mas o skate precisa estar no comando.
O perfil público de Kleyton Ferreira apresenta publicações que evidenciam seu posicionamento político e sua proximidade com o meio político. Isso, por si só, não é um problema. Pelo contrário: contatos políticos, experiência administrativa e capacidade de gestão podem contribuir muito para o desenvolvimento do skate pernambucano.
Se Kleyton tem acesso a representantes políticos, conhece os mecanismos de incentivo ao esporte e possui experiência na administração de recursos, essa contribuição pode ser positiva.
Mas por que criar uma estrutura paralela em vez de procurar os skatistas e as associações que já constroem o skate em Pernambuco?
A Federação Pernambucana de Skateboarding (FEPESK) surgiu da mobilização dessa comunidade. Quem deseja contribuir pode procurar os integrantes da federação, dialogar com os skatistas e colocar sua experiência à disposição de uma organização construída por quem vive a modalidade.
O skate precisa de bons gestores, recursos, melhorias nas pistas, projetos sociais e diálogo com o poder público. Mas também precisa de campeonatos, arbitragem, ranking, calendário esportivo e participação dos atletas nas decisões.
Uma boa gestão ajuda muito o skate. O que não faz sentido é tratar a modalidade apenas como um projeto administrativo e deixar seus protagonistas em segundo plano.
